Osteotomia tibial valgizante com cunha de abertura medial utilizando enxerto autólogo versus homólogo: estudo prospectivo e randomizado
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Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia
Abstract
Objective: The use of iliac crest autograft has been considered the gold standard for filling the bone defect in medial opening wedge high tibial osteotomy surgeries, but it is associated with morbidity and pain at the donor site. An alternative is the use of allograft, which is generally less used, due to concerns about the increased rate of complications including infections, problems with consolidation and osteotomy failure. The aim of this study was to compare iliac crest autograft versus allograft from the same anatomical site in osteotomy surgeries. From December 2020 to September 2021, forty-seven participants with varus deformity and indication for osteotomy were included in the study, in follow-up for osteoarthritis, anterior cruciate injury and multiligament injuries at the National Institute of Traumatology and Orthopedics Jamil Haddad (INTO). Participants were randomly divided into two groups, with autograft or allograft, and operated on by experienced surgeons at the Center for Specialized Care in Knee Surgery at INTO. The surgery was performed with the same surgical technique in both groups, differing only in the use of allograft (23 knees) or autograft (24 knees) to fill the opening site. The autograft was obtained during the same surgery and the allograft was provided by the INTO tissue bank. Operative time, clinical assessment of bone union, and complication rate (delayed union, nonunion, superficial and deep infection, loss of correction, and hardware failure) were recorded at a 1-year follow-up. Bone union was considered when there was fusion of at least 75% of the osteotomy area in the radiographic analysis. The time to radiologic union was similar between groups (Mean ± Standard Deviation: Allograft - 2.38 ± 0.97 months vs Autograft - 2.45 ± 0.91 months; p=0.79). Complication rates were similar in both groups, with 1 case of infection in the allograft group and 2 in the autograft group, 2 case of delayed union in the allograft group and 3 in the autograft group, with no other complications being recorded. The operative time showed a difference of 11 minutes between the groups, being lower in the allograft group (Mean ± Standard Deviation: Allograft – 65.4 ± 15.1 minutes vs Autograft – 76.3 ± 15.2 minutes; p = 0.02) The results of this study suggest that the iliac crest allograft can be used safely in tibial osteotomy surgeries with comparable efficacy to autograft, allowing for a reduction in operative time.
Objetivo: O uso de autoenxerto de crista ilíaca tem sido considerado como padrão ouro para o preenchimento do defeito ósseo criado nas cirurgias de osteotomia proximal da tíbia com cunha de abertura medial, mas está associado à morbidade e dor no local doador. Uma alternativa é o uso de aloenxerto, em geral menos utilizado, devido à preocupação com o aumento do índice de complicações, incluindo infecções, problemas de consolidação e falha da osteotomia. O objetivo deste estudo foi comparar os resultados do uso de autoenxerto de crista ilíaca versus aloenxerto do mesmo sítio anatômico nas cirurgias de osteotomia. No período de dezembro de 2020 a setembro de 2021 foram incluídos no estudo quarenta e sete participantes com deformidade em varo e indicação de osteotomia, em acompanhamento de osteoartrite, lesão do cruzado anterior e lesões multiligamentares no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO). Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos, com autoenxerto ou aloenxerto, e operados por cirurgiões experientes do Centro de Atendimento Especializado em cirurgia do joelho do INTO. A cirurgia foi realizada com a mesma técnica cirúrgica nos dois grupos, diferindo somente pelo uso de aloenxerto (23 joelhos) ou autoenxerto (24 joelhos) para o preenchimento do sítio de abertura. O autoenxerto foi obtido durante a mesma cirurgia e o aloenxerto foi fornecido pelo banco de tecidos dos INTO. A duração da cirurgia, a avaliação clínica da união óssea e o índice de complicações (retardo de consolidação, pseudoartrose, infecção superficial e profunda, perda de correção e falha do material de síntese) foram registrados em um seguimento de 1 ano. A união óssea foi considerada quando ocorreu fusão de ao menos 75% da área da osteotomia na análise radiográfica. O tempo de consolidação foi semelhante entre os grupos (Média ± Desvio padrão: Aloenxerto - 2,38 ± 0,97 meses vs Autoenxerto - 2,45 ± 0,91 meses; p=0,79). As taxas de complicações foram semelhantes em ambos os grupos, sendo registrado 1 caso de infecção no grupo de aloenxerto e 2 no grupo autoenxerto, 2 casos de retardo de consolidação no grupo de aloenxerto e 3 no grupo autoenxerto, não tendo sido registradas outras complicações. A duração da cirurgia apresentou uma diferença de 11 minutos entre os grupos, sendo significativamente menor no grupo que recebeu aloenxerto (Média ± Desvio padrão: Aloenxerto – 65,4 ± 15,1 minutos vs Autoenxerto – 76,3 ± 15,2 minutos; p = 0,02). Os resultados deste estudo sugerem que o aloenxerto de crista ilíaca pode ser usado com segurança nas cirurgias de osteotomia tibial com eficácia comparável ao autoenxerto possibilitando redução do tempo cirúrgico.
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Citation
Paula, Rafael Erthal de. Osteotomia tibial valgizante com cunha de abertura medial utilizando enxerto autólogo versus homólogo: estudo prospectivo e randomizado. Rio de Janeiro. Dissertação [Mestrado em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético] - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, 2022.