Tratamento conservador da camptodactilia com ortetização

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Instituto Nacional de Traumatologia Ortopedia

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Objetivo: A camptodactilia se caracteriza por uma deformidade em flexão da articulação interfalangeana proximal de causa não traumática que acomete cerca de 1% da população. Ela é classificada em: tipo I – camptodactilia infantil: geralmente acomete o dedo mínimo de forma isolada; tipo II – camptodactilia da adolescência: predominante no sexo feminino e se apresenta como atipo I; e tipo III – presente no nascimento: acomete vários dedos, geralmente é bilateral, associada a síndrome se outras malformações. A camptodactilia pode se apresentar de duas formas ,rígida ou flexível. Todas as estruturas que cruzam a articulação estão implicadas na deformidade como causa primária ou secundária e o seu tratamento ainda é controverso. Dependendo do grau de flexão haverá interferência na função da mão. O tratamento conservador como uso de órteses é uma das formas utilizadas para tratar a camptodactilia. O objetivo desse estudo foi avaliar os resultados do tratamento conservador com uso de órteses estáticas para participantes com camptodactilia dos tipos I, II e III em suas formas rígida ou flexível, descrever os dados demográficos e clínicos além de avaliar o número de abandonos e recidiva no período do tratamento. Foram incluídos os prontuários de 38 participantes atendidos no ambulatório de terapia ocupacional do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO) no período de 2013 à 2019. Desse total, 42% abandonaram o tratamento. Dos 54 dedos tratados com órteses 38 foram totalmente corrigidos. Tipo I forma rígida com 100% de correção, tipo I forma flexível com 81,2% de correção, tipo II forma rígida com zero correção, tipo II forma flexível com 100% de correção, tipo III forma rígida com 47,6% de correção e o tipo III na forma flexível com 100% de correção. A proporção de recidiva foi baixa (18%). Sendo assim, consideramos que o uso de órteses estáticas é uma alternativa segura ao procedimento cirúrgico, e de baixa complexidade de execução para o tratamento da camptodactilia. Objective: Camptodactyly is characterized by a non-traumatic flexion deformity of the proximal interphalangeal joint that affects about 1% of the population. It is classified into: type I - infantile camptodactyly: it usually affects the little finger in isolation; type II - adolescent camptodactyly: predominant in females and is presented as type I; and type III - present at birth: it affects several fingers, it is usually bilateral, associated with syndromes and other malformations. Camptodactyly can take two forms, rigid or flexible. All the structures that cross the joint are implicated in the deformity as a primary or secondary cause and its treatment is still controversial. Depending on the degree of flexion, there will be interference in the function of the hand. Conservative treatment with the use of orthoses is one of the ways to treat camptodactyly. The aim of this study was to evaluate the results of conservative treatment using static orthoses for participants with camptodactyly types I, II and III in their rigid or flexible forms, to describe the demographic and clinical data, and to assess the number of dropouts and relapses in the period of the treatment. The medical records of 38 participants who attended the occupational therapy outpatient clinic of National Institute of Traumatology and Orthopedics Jamil Haddad (INTO) from 2013 to 2019 were included. Of this total, 42% abandoned the treatment. Of the 54 fingers treated with orthoses, 38 were fully corrected. Type I rigid form with 100% correction, type I flexible form with 81.2% correction, type II rigid form with zero correction, type II flexible form with 100% correction, type III rigid form with 47.6% correction and type III flexible form with 100% correction. The proportion of recurrence was low (18%). Thus, we consider that the use of static orthoses is a safe alternative to the surgical procedure, with low complexity of execution for the treatment of camptodactyly.

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Oliveira, Maria da Conceição Soares de. Tratamento conservador da camptodactilia com ortetização. Rio de Janeiro. Dissertação [Mestrado em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético] - Instituto Nacional de Traumatologia Ortopedia; 2021.

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