Avaliação do protocolo de preparo de reserva cirúrgica: uma estratégia de gestão do estoque de hemocomponentes
| dc.contributor.author | Silva, Elizandra Helena Duarte da | |
| dc.date.accessioned | 2025-08-14T18:37:54Z | |
| dc.date.issued | 2019 | |
| dc.description.abstract | Objetivo: Os hospitais de média e alta complexidade dependem do serviço de hemoterapia para atender toda demanda de sangue, seja ela transfusional ou de reserva de sangue para cirurgias. Faz-se necessário o controle e racionalização da utilização do sangue através da gestão do estoque. Para gerenciar seus estoques, muitas instituições têm protocolos de reserva cirúrgica de sangue, que geralmente são estabelecidos através do perfil transfusional de cada hospital. Esses protocolos visam aumentar a segurança do paciente, otimizar o fluxo de bolsa de sangue em reserva e gerenciar estoque a fim de evitar suspensões de cirurgias. Em 2017, o serviço de hemoterapia do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad utilizava apenas o protocolo I de solicitação de reserva de sangue, que consiste em uma lista pré-estabelecida usada para nortear a quantidade máxima de unidades de concentrado de hemácias a serem compatibilizados individualmente para cada paciente de acordo com o tipo de procedimento. Em 2018, o protocolo I seguiu na rotina clínica como norteador ao quantitativo de unidades solicitadas em cada procedimento, acrescido de um novo protocolo de preparo da reserva cirúrgica de sangue. A partir deste momento, salvo alguns casos, não mais haveria disponibilização individual de concentrados de hemácias. O preparo da reserva cirúrgica passaria a ser realizado de forma compartilhada de acordo com a tipagem sanguínea dos pacientes cirúrgicos. Este estudo teve como objetivo analisar os resultados da implementação de um novo protocolo de preparo de reserva cirúrgica de sangue na gestão do estoque de concentrados de hemácias e nas suspensões de cirurgias. As análises foram realizadas através da comparação dos dados de cirurgias que solicitaram concentrado de hemácias para reserva durante seis meses em um período apenas da vigência do protocolo I (2017.1) e em um período que estavam vigentes os protocolos I+II (2018.1). Não houve diferença quanto ao número total de cirurgias, contudo houve mudança no perfil de agendamentos e distribuição entre os Centros de Atendimento Especializado. Em 2018.1, houve menor frequência de cirurgias que solicitaram reserva de sangue, tendo reduzido o número de procedimentos de joelho e quadril enquanto que aumentaram os de trauma e coluna. Observou-se que o novo protocolo permitiu que fossem enviadas menos unidades que o solicitado ao centro cirúrgico, reduzindo, desta forma, o retorno das unidades reservadas. Além disso, os resultados revelaram que no período I + II, mesmo com o estoque menor, houve pleno atendimento da maior demanda hemoterápica cirúrgica, frente a maior frequência de cirurgias que transfundiram e maior número de unidades consumidas, resultando em utilização de aproximadamente 97% do estoque. A melhor estratégia de gestão do estoque de hemocomponentes proporcionou uma chance menor de cancelar cirurgias durante o período do protocolo I + II, que se refletiu na mudança da posição no ranking de motivos de cancelamento de suspensão de cirurgias, da primeira para a décima sétima posição. Concluímos que o protocolo II permite atender plenamente a demanda cirúrgica da Instituição, principalmente em caso de baixo estoque. Objective: The hospitals of medium and high complexity depend on the hemotherapy service to attend any demand of transfusion or blood reserve for surgeries. Control and rational usage of the hemocomponents through storage management is necessary. For this, many institutions have established surgical blood reserve protocols, which are usually based on the transfusion profile of each hospital. These protocols aim to increase patient safety, to optimize blood storage management and to prevent surgical suspensions. In 2017, the hemotherapy service of the National Institute of Traumatology and Orthopedics Jamil Haddad had used only the protocol I, a pre-established guide list of blood reserve request, which indicates the maximum amount of red blood cell concentrate units compatible individually for each patient usually demanded in the different procedures. In 2018, the protocol I remained in the clinical routine as a guide to the quantity of hemocomponents requested in each procedure, in conjunction to a new protocol to guide the preparation of the blood reserve for surgery. After this, excluding some cases, no longer would be blood individual provision. The reserve has been prepared for several patients in a shared manner according to the surgical patient's blood type. The present study aimed to analyze the results of the implementation of the surgical reserve preparation protocol in storage management and surgical suspensions. The analyzes were performed by comparing data from surgeries that requested red blood cell reserve during six months either following preparation guided only by protocol I (2017.1) or being supported by protocols I + II (2018.1). There was no difference on the total number of surgeries. However, there was a change in the distribution of the schedule of the surgeries, resulting in a different profile of the procedures through the Specialized Care Centers. In 2018, there was a lower frequency of surgeries which requested blood reserve and occurred fewer knee and hip procedures while increased trauma and spine ones. It is noteworthy that the new protocol has allowed to send fewer red blood concentrates to the operating room, thus reducing the percentage of units not used that return to the hemotherapy sotorage. In addition, the results revealed that in period I + II, even with the smaller blood storage, there was full attending of higher hemotherapy demand during surgical procedures. This was characterized due to the higher frequency of transfusion on surgeries and larger number of units consumed, which contributed to the use of approximately 97% off the blood storage. A better blood component management strategy followed protocol II implementation, triggering a lower chance of canceling surgeries. This have reflected changing position in the ranking of reasons of surgery cancellation of the first position to the seventeenth one. In conclusion, protocol II allows to achieve the surgical demand of the Institution, especially in the case of low blood storage. | |
| dc.identifier.citation | Silva, Elizandra Helena Duarte da. Avaliação do protocolo de preparo de reserva cirúrgica: uma estratégia de gestão do estoque de hemocomponentes. Rio de Janeiro. Dissertação [Mestrado em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético] - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia; 2019. | |
| dc.identifier.uri | https://ortobase.into.saude.gov.br/handle/123456789/145 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Instituto Nacional de Traumatologia Ortopedia | |
| dc.subject | Serviço de Hemoterapia | |
| dc.subject | Hemotherapy Service | |
| dc.subject | Sangue | |
| dc.subject | Blood | |
| dc.subject | Banco de sangue | |
| dc.subject | Blood Bank | |
| dc.subject | Reserva Cirúrgica de Sangue | |
| dc.subject | Blood Surgery Reserve | |
| dc.subject | Suspensão de Cirurgia | |
| dc.subject | Surgery Suspension | |
| dc.title | Avaliação do protocolo de preparo de reserva cirúrgica: uma estratégia de gestão do estoque de hemocomponentes | |
| dc.type | Thesis |