Reconstrução de calota craniana com enxerto ósseo alógeno de banco de tecidos
| dc.contributor.author | Amando, Julia Costa Pinto | |
| dc.date.accessioned | 2025-08-14T17:28:51Z | |
| dc.date.issued | 2018 | |
| dc.description.abstract | Objetivo: A reconstrução de calota craniana é comumente realizada utilizando enxertos ósseos autógenos ou materiais aloplásticos. Considerando os casos em que estas opções não estão disponíveis, como em pacientes não doadores de enxerto ou ainda a falta de disponibilidade dos implantes aloplásticos, o objetivo deste estudo é o desenvolvimento de alternativas cirúrgicas para estes pacientes. Nesse contexto, foi realizada uma série de casos em que se utilizou enxertos ósseos alógenos de banco de tecidos em nove pacientes para reconstrução de defeitos cranianos. Os enxertos utilizados foram provenientes do Banco de Tecidos do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO), centro de referência onde foi desenvolvido o estudo. Foram utilizadas réguas de osso cortical de fêmur e úmero. Alguns pacientes receberam aleatoriamente enxertos fenestrado (N=4) e não fenestrados (N=5), fixação do enxerto com fio de aço (N=3) e com placa e parafuso do sistema 2.0mm (N=6). Os pacientes foram avaliados nos períodos de 1, 6 e 12 meses de pósoperatório pelo exame clínico para análise do contorno da calota craniana e tomográfico para a análise da reabsorção dos enxertos. Os resultados evidenciaram uma taxa de reabsorção que variou entre 1 – 42%, em apenas 33% dos enxertos alógenos, semelhante ao encontrado para os enxertos autógenos. Quanto à reconstrução estética, um segundo procedimento foi necessário para melhora do contorno da calota craniana nos pacientes que apresentavam defeitos acima de 33cm2 (N=5) e a técnica utilizada foi a colocação de cimento de hidroxiapatita após 12 meses de pós-operatório. As complicações nesse período foram relatadas como relacionadas ou não relacionadas ao enxerto. A única complicação classificada como relacionada ao enxerto foi a falha da fixação rígida ocorrida no paciente com a maior taxa de reabsorção da amostra. Houve três complicações classificadas como não relacionadas ao enxerto: um hematoma de couro cabeludo, um hematoma extradural e um seroma relacionado à colocação de cimento de hidroxiapatita. Nos últimos dois casos houve a necessidade de reabordagem cirúrgica. Em nenhum dos pacientes com complicações houve perda da reconstrução óssea. As taxas de complicação e reoperação encontram-se compatíveis com as taxas da literatura. Todos os pacientes ao final do tratamento foram avaliados clinicamente como contorno craniano ideal (avaliação do paciente e da equipe através de escore), exceto um paciente que perdeu a camuflagem por seroma. Não houve diferença nos resultados entre os grupos que receberam diferentes fixações do enxerto ou fenestras. Como conclusão foi observado que o uso do enxerto alógeno de banco de tecidos obteve resultados satisfatórios nesta série de casos ao substituir o uso de enxertos autógenos na reconstrução da calota craniana, abrindo um novo campo para o uso destes enxertos alógenos de banco de tecidos em cranioplastias, uma vez que consiste em uma técnica reprodutível e de baixo custo para o INTO. Objective: Cranioplasty consists of surgical repair of a cranial deformity and can be performed mostly with autogenous bone grafts or alloplastic materials. When these options are not available, as patients who cannot donate grafts or when alloplastic implants are not available, new surgical alternatives must arise. The objective of this study in to develop a new protocol for the patients who have contra-indications for the use of autogenous graft or have no access to implants. In this context, this study presents a series of cases in which allogeneic bone grafts were used in nine patients for the reconstruction of cranial defects. The grafts came from the Tissue Bank of the National Institute of Orthopedic Traumatology (INTO), the same hospital where the study was developed. Femoral and humerus cortical bone were used. Some patients randomly received fenestrated (N=4) and non-fenestrated grafts (N=5), fixation with steel wire (N=3) and 2.0mm system plaque and screw (N=6) depending on the availability of the Hospital. The patients were evaluated at 1, 6 and 12 months postoperative period through a clinical examination to analyze the aesthetic result of the cranial contour and tomographic for graft resorption. The results showed a reabsorption rate that ranged from 1% to 42%, like what’s found for autografts, at a 33% rate of reabsorption among the patients. Due to aesthetic reconstruction, a second procedure was necessary to improve the contour of the skull cap in patients with defects above 33cm2 (N=5) and the technique was the placement of hydroxyapatite cement after 12 months postoperatively. Complications in this period were reported as related or unrelated to the graft. There was one complication classified as related to the graft, presenting loss of fixation and the highest rate of resorption of the sample. There were three complications classified as unrelated to the graft: a scalp hematoma, an extradural hematoma and a seroma related to the placement of hydroxyapatite cement. Surgical treatment was offered for the last two cases. There was no failure of bone reconstruction. Complication and reoperation rates are compatible with the literature rates. All patients were evaluated aesthetically as the ideal cranial contour after one or two procedures by their selves and the surgical team by a score. There was no difference between groups receiving different graft fixations or fenestrations. We conclude that the use of allogeneic tissue bank grafts obtained satisfactory results in this series of cases by replacing the use of autogenous grafts in the reconstruction of the skull cap, opening a new field for the use of allogeneic tissue bank grafts in cranioplasties, as a reproducible and low-cost technique in INTO. | |
| dc.identifier.citation | Amando, Julia Costa Pinto. Reconstrução de calota craniana com enxerto ósseo alógeno de banco de tecidos. Rio de Janeiro. Dissertação [Mestrado em Ciências Aplicadas ao Sistema Musculoesquelético] - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia; 2018. | |
| dc.identifier.uri | https://ortobase.into.saude.gov.br/handle/123456789/142 | |
| dc.language.iso | pt | |
| dc.publisher | Instituto Nacional de Traumatologia Ortopedia | |
| dc.subject | Cranioplastia | |
| dc.subject | Cranioplasty | |
| dc.subject | Transplante Ósseo | |
| dc.subject | Bone Transplantation | |
| dc.subject | Crânio | |
| dc.subject | Calvarian | |
| dc.subject | Aloenxerto | |
| dc.subject | Allografts | |
| dc.subject | Banco de Tecidos | |
| dc.subject | Tissue Banks | |
| dc.title | Reconstrução de calota craniana com enxerto ósseo alógeno de banco de tecidos | |
| dc.type | Thesis |